terça-feira, 22 de março de 2016

Relembrando o passado 1987

A personagem

O amor é algo tão estranho, confuso e ao mesmo tempo completo,
É sentimento, agonia, tormento...
É impossível amar sem sofrimento, sem carência,
Se está longe sofre a distância,
Se está perto sofre a ausência.

Amor palavra curta de apenas quatro letras,
Mas de infinita possibilidades,
Quando tem significado,
No estômago vira borboletas.

Amor, coisa boa de sentir, quando se é correspondido, 
Quando se sente amado,
Mas torna-se dor quando fingido, simulado...

Se a vida fosse um palco e eu fosse um personagem
Que representa, finge sentimentos,
Seria fácil viver, 
Tudo se acabaria com a cena.

Mas tudo continua como antes,
Não sou atriz,
Sou uma menina mulher
Personagem do destino,
Da vida aprendiz.

Personagem que ama, sente e não sabe fingir,
sofre por amor e por amar,
E não pode fugir.


Volto a escrever...


Poesia, Pele e Alma

Na poesia encontro-me com meu ser escondido que a muito não via,
Ser poeta é ser brisa, criança,sorrisos, alegria
A pele já um pouco envelhecida busca no tempo o viço da juventude
As lembranças de outrora, da escrita guardada que tinha atitude,

Volto a me curvar diante do papel, 
Arranco o véu que cegou-me um tempo
Agora escrevo, conto as histórias que vivi
E busco na escrita de um poema singelo
A vida num único momento.

A alma já cansada, atordoada busca o encanto
Daquele tempo passado, de tristezas e alegrias
Do primeiro beijo a desilusão
Do encantamento as noites sozinhas e frias

Poesia, Pele e Alma
É o que traz o alento
Escrever a vida não é pesar é contentamento